BUSCA
LOGIN

Caminho das áreas(breadcrumbtale)

Colunas

27/6/2008
digg delicious stumble rss enviar imprimir comentar

POLLYANA FERRARI

Doutora em ciências da comunicação pela ECA/USP e consultora web. Há 20 anos atua no mercado editorial de Tecnologia da Informação, tendo dedicado os últimos 13 anos à internet. É professora da PUC/SP e autora dos livros 'Jornalismo digital', e 'Hipertexto, hipermídia', ambos pela Editora Contexto. Twitter @pollyanaferrari

A nova onda das comunidades sob medida

Minha geração ficou conhecida como New Wave (nova onda) devido às bandas da época, influenciadas pela cultura pop e pelo pós-punk, mais alternativo e experimental que o punk, surgido em 1977. A geração 1970 dizia que, nós, jovens dos anos 80, éramos folgados, individualistas e cabeça fresca. Mas foi a minha geração ‘alienada’ que presenciou o Congresso aprovar uma emenda apresentada, sem nenhum barulho, em março de 1983, que previa as eleições diretas em 15 de novembro de 1984. As diretas me marcaram para sempre, como também ‘Miss Saravejo’ cantada pelo U2 durante o primeiro show deles no Brasil. Para entendermos a diferença de sociedade que temos hoje da que tínhamos na década de 1990, vale lembrar que durante o primeiro show do U2 no Brasil, em 1998, as pessoas acendiam isqueiros na hora de cantar ‘Miss Saravejo’. Na última apresentação da banda, em 21 de fevereiro de 2006, em São Paulo, foram os celulares que desempenharam esse papel. Uma mudança comportamental de proporções geométricas no cotidiano.

Eu e muitos outros jovens da minha geração não queríamos a realidade dura e repressiva da qual saía o Brasil. Cantávamos as letras do Cazuza e dos Titãs com rebeldia e indignação. Em outubro de 1990, a MTV chegou ao Brasil e a música ‘Será que é isso o que eu necessito?’ garantiu aos ‘Titãs’ o primeiro VMB (Video Music Awards, da MTV). Foi o começo da multimídia no Brasil, pois os videoclipes trouxeram uma nova forma de apresentar música para o público.

Atualmente, temos mais 80 milhões de celulares no Brasil. Projeções da ONU indicam que o mundo terá em torno 10,7 bilhões de pessoas em 2050. Em 1947, a população mundial era de 2,3 bilhões de pessoas. A sociedade atual move-se em torno das pessoas, das suas histórias, de seus costumes, das suas experiências de vida, enfim, da informação individualizada e da tão falada democracia digital. O consumo orgânico do ciberespaço tem gerado uma série de transformações em nossas vidas. Não importa se estamos falando aqui da América do Sul ou da Europa ou dos Estados Unidos.

A textura híbrida da internet vem transformando silenciosamente a sociedade, seja com relação ao mercado editorial, à indústria fonográfica ou às empresas de comunicação. Só para citar alguns exemplos: as universidades de Stanford e Michigan encaminharam parte do acervo de 7,4 milhões de livros para o Google Books. A Biblioteca de Nova York cedeu cópias de todos os livros não-protegidos por ‘copyright’ para o Google. Novas comunidades surgem diariamente na rede, seja para trocar idéias sobre cinema e até alugar uma sala para a galera assistir junto a um filme - Moviemmobz -, seja para se livrar das roupas velhas que invadem seu guarda-roupa, enviando-as para um brechó virtual - OurThreads - e, a partir do compartilhamento de fotos e vídeos das roupas, vendê-las na rede. Ou a sensacional comunidade Fridgewatcher, que fotografa e compartilha o conteúdo da sua geladeira com amigos virtuais. Ou seja, as redes sociais vão muito além dos velhos Orkut e MySpace.

 

 


COMENTÁRIOS( 0 )




 

lembrar senha / login cadastre-se

XXX
 
Publicidade

Publicidade

Apoio