Christina Lima e Mariana Gouvêa
Convidado especial do segundo chat promovido pelo Nós da Comunicação, Paulo Henrique Soares, diretor do Capítulo Regional Rio de Janeiro da Aberje, membro do Instituto de Reputação Brasil e gerente-geral de Comunicação da Vale, trouxe sua experiência e visão estratégica sobre o papel da Comunicação na disseminação de uma cultura de saúde nas empresas.
Durante o bate-papo, uma das ações que integram o Ciclo Comunicar Saúde, Paulo Henrique deu ênfase à importância do comprometimento de toda a alta direção, do RH, do departamento financeiro e dos demais setores de uma organização com o tema. “Ele deve ser prioridade dos diretores e constar na agenda estratégica das empresas”, afirmou. “Aprendi que uma companhia só é produtiva e de sucesso se saúde e segurança forem colocadas em primeiro lugar”.
Paulo aponta a comunicação face a face como a mais eficaz e, ao mesmo tempo, mais difícil de ser implementada. “Afinal de contas, todos acham que comunicam bem, o que não é verdade”. Na sua opinião, é possível sair do lugar-comum para conscientizar os funcionários sobre saúde. Mídias diferenciadas, para ele, têm grande apelo. Transmitir mensagens por meio de busdoors nos ônibus que transportam empregados e até mesmo em aviões sobrevoando unidades da empresa tiveram seu sucesso comprovado na Vale.
O executivo também sugere gincanas e caminhadas ecológicas como bons meios de engajar funcionários e familiares nos cuidados com a saúde. “Uma outra dica interessante é aproveitar internamente as ações realizadas pelo governo ou estado”. Segundo ele, todas essas ações devem ter um acompanhamento a fim de gerar resultados mensuráveis. “Uma boa forma de avaliar o sucesso dos eventos e campanhas é verificar se reduzimos algum tipo de doença em um grupo de empregados, se eles estão praticando mais esportes e fazendo, inclusive, menos uso de medicamentos e consultas”.
Comunicação é imprescindível como ferramenta difusora de informações sobre prevenção, bem-estar, saúde e segurança, mas, segundo Paulo Henrique, sozinha não transforma o mundo ou faz a empresa mais saudável. “Devemos começar com nossa própria saúde”, avalia ele. O executivo sabe do que fala: ele procura equilibrar o tempo dedicado para vida pessoal e profissional. “Quando chego em casa, me desligo completamente”. E por falar em desligar, isso é o que ele recomenda fazer com o onipresente Blackberry, ou outros aparelhos do mundo corporativo moderno.
ENQUETE
Durante o bate-papo, houve até quem decretasse morte aos Blackberry. Brincadeiras à parte, Paulo Henrique concordou que já estamos sofrendo de overload de informação, e até sugeriu o tema para um futuro chat. E você? Acredita que esse excesso já pode ser considerado uma doença contemporânea? Participe da nossa enquete e dê sua opinião.