Francielle Pinho
Em 30 de junho, o Nós da Comunicação inaugurou o chat, que abordou o tema ‘Comunicação Corporativa x Redes Sociais’. Paulo Clemen, diretor institucional e de Assuntos Corporativos do portal, e Elisa Andries, pesquisadora de novas tecnologias e de gestão da informação e do conhecimento, responderam às perguntas de profissionais e estudantes de comunicação sobre o uso das redes sociais como ferramenta de trabalho.
O bate-papo interativo – mediado por Cristina Mello, diretora de Estratégia, Branding e Relacionamento com o Mercado do Nós da Comunicação – discutiu questões como o controle do uso de comunidades virtuais e avaliou até que ponto as esferas pessoais e profissionais se misturam nas redes sociais. “No mundo virtual, principalmente, não há mais controle sobre a comunicação. É preciso prever como lidar com as redes sociais que se organizam externamente. Além disso, é preciso saber dividir aquilo que é estritamente relevante para o desenvolvimento profissional e, ao mesmo tempo, necessário às empresas, de forma que o acesso aos links de interesse para o desenvolvimento e o conhecimento de suas equipes seja permitido”, avalia Paulo Clemen.
Na opinião de Elisa Andries, as redes informais de relacionamentos não são capazes de garantir que as empresas sofram mudanças estruturais. “O uso das redes sociais está em teste pelas empresas. Muitas delas têm realizado ações diretas em grupos específicos de consumidores, demonstrando que a comunicação voltada apenas para massas não atende mais ao modelo atual de mercado. Além disso, ainda é muito cedo para tentar mensurar o valor das redes como parte do capital social das organizações”, explica. No entanto, Elisa ressalta a importância de discutir o tema. “O Brasil concentra o maior uso de redes sociais, de acordo com o Ibope. Em abril deste ano, 17,5 milhões de pessoas navegaram em sites de subcategoria comunidades na internet residencial brasileira – o que equivale a 78,2% dos internautas ativos do mês. São dados da pesquisa do Ibope Media, divulgados em junho”.
E O PAPEL DO COMUNICÓLOGO?
“Os profissionais de comunicação podem e devem se beneficiar das redes sociais, que podem ser formais e/ou informais. No entanto, ambas devem ser previstas. Sem dúvida, sob o ponto de vista da comunicação, é preciso planejar sempre que tipo de relacionamento se pretende estabelecer com seus stakeholders. É preciso entender que tudo é muito recente. Ainda há muito que experimentar [...] Ainda estamos muito intuitivos”, ressalta Paulo Clemen. “É bom lembrar que as novas tecnologias estão transformando o modelo de negócios e os relacionamentos sociais. Estamos no limiar de uma transformação profunda. É praticamente impossível saber como estaremos daqui a dez ou até cinco anos!”, completa Elisa Andries.
Confira quem são os cinco primeiros internautas que participaram do chat e foram contemplados com o livro ‘Crises empresariais com a opinião pública’, de Roberto de Castro Neves, publicado pela Editora Mauad: Fefa, Fran, Ana, Christina, Flávia Galindo.
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