Mônica Riani
“Não adianta o executivo usar um terno Armani se não tem postura e comportamento.” A sentença é de Ruth Joffily, autora de seis livros, entre eles, ‘Vista-se como você é’ (LP& M Editora) e ‘O Brasil tem estilo?’ (Ed. Senac), e do ‘O livro de ouro da moda’, que será lançado em breve. Professora de produção de moda da Universidade Veiga de Almeida (UVA), Ruth faz o alerta para lembrar que a roupa é um invólucro, um complemento do todo. Portanto, todo bom senso é bem-vindo para não errar no vestuário no ambiente corporativo.
Ruth faz um breve retrospecto da história do terno. À época da nobreza, no século XVIII, a ociosidade era cultuada, o trabalho não era respeitado e havia clara distinção entre nobre e trabalhador pela aparência. “Com a burguesia assumindo o poder após a Revolução Francesa, mudam claramente as regras do jogo. Economia e política se unem, e isso vai denotar uma nova estética”, destaca.
O terno, desde seus primórdios, é uma forma de anular o corpo, pois o importante é mostrar a cabeça. Há um código aí. No mundo corporativo, a indumentária feminina seguiu o mesmo caminho quando entrou em cena o tailleur, criado por Coco Chanel, uma das maiores estilistas do século XX. “Ela percebeu que a mulher, após a Primeira Guerra Mundial, começou a assumir funções masculinas e adaptou o terno para o universo feminino. Foi a partir dela que o guarda-roupa da mulher mudou, e os acessórios também”, diz.
Terno para ele, tailleur para ela: as indumentárias tornaram-se códigos universais. Ruth veta o uso de decotes, saias curtas, cores chamativas. No trabalho, é a capacidade que entra em questão. “Quando a pessoa se veste adequadamente para o trabalho, também está se valorizando como profissional. É uma forma de se dar ao respeito”, conclui.
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