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Reportagens

17/11/2009

GESTÃO

Paulo Nassar analisa a formação do comunicador

João Casotti

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Paulo Nassar, diretor geral da Aberje

Diversos paradigmas da comunicação estão sendo quebrados como consequencia das novidades da era digital. Se antes bastava uma formação clássica para assumir importantes cargos nas empresas, hoje a regra para os comunicadores é trabalhar com uma visão mestiça. Esta é a análise de Paulo Nassar, diretor geral da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) e professor doutor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).

Em palestra proferida para alunos da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), nesta segunda-feira, dia 16 de novembro, o especialista falou sobre a demanda por novas características dos profissionais de comunicação. “O comunicador precisa trabalhar dentro de uma visão técnica, ética e estética. Nesta área não é possível sobreviver apenas com uma formação tradicional. A comunicação empresarial busca, cada vez mais, uma narrativa aberta”.

Para ilustrar suas colocações, o professor adiantou alguns dados de uma pesquisa da Aberje sobre o setor que será divulgada no dia 26 de novembro. Utilizando como base a análise de 300 empresas que atuam no Brasil – juntas correspondem a 60% do PIB nacional -, o estudo revelou que no setor de comunicação empresarial, 33% dos profissionais têm como formação de origem o jornalismo; 15% vêm de relações públicas; 11% da publicidade e outros 11% da administração. Isso comprova a distribuição diversificada de currículos na área.

“Hoje, na comunicação organizacional, os profissionais se capacitam com formações complementares. Temos, na área, pessoas com diferentes currículos tradicionais. Atualmente, precisamos trabalhar com a lógica da soma, da mestiçagem, que é um valor reconhecidamente brasileiro”, explica.

E essas são conseqüências das novas possibilidades de diálogo entre as empresas e seus stakeholders. Segundo Paulo Nassar, o uso de ferramentas como os blogs e o Twitter pelas organizações é crescente e está transformando o comportamento do mercado.

“Quem está dentro de uma organização precisa ter uma inteligência estratégica. Na era digital, a informação é uma commodity e se o profissional trabalha com a informação em sua forma bruta ele não terá valor. É preciso fazer uma interpretação qualificada e criar um valor ao seu trabalho”, salienta.

Nos tempos atuais, as empresas têm que medir melhor os seus movimentos. “Qualquer ação empresarial gera controvérsias e diferentes pontos de vista. Qualquer movimento econômico, social ou ambiental da organização mexe com a sociedade. E este cenário está incomodando os protagonistas da comunicação tradicional e os veículos de massa. Não adianta mais impor mensagens à sociedade”.

Na conclusão de sua apresentação, o executivo reconheceu a importância do momento que o setor empresarial vive: “Nunca a teoria e a prática estiveram tão próximas no mundo da comunicação corporativa”.

 


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